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CURSO
DE BIO-ATUALIDADES
Prof.
José Vagner Gomes
ENGENHARIA
GENÉTICA
TECNOLOGIA DO DNA RECOMBINANTE
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1.
Introdução
A Engenharia Genética ou Tecnologia do DNA Recombinante é
um conjunto de técnicas que permite aos cientistas identificar,
isolar e multiplicar genes de quaisquer organismos. Um exemplo seria
o isolamento, extração e o enxerto de gene humano
para a produção de insulina em bactérias da
espécie Escherichia coli. Essas bactérias, contendo
o gene humano, multiplicam-se quando cultivadas em laboratórios,
produzindo insulina, o que atualmente é realizado em grande
escala.
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2.
Vetores utilizados em Engenharia Genética
2.1 - Plasmídeo bacteriano
As bactérias, em particular a Escherichia coli, constituem
um dos principais materiais biológicos empregados na Tecnologia
do DNA Recombinante. Isto se deve a vários fatores:
- ciclo de vida rápido em relação aos organismos
superiores.
- cultivo de um grande número de indivíduos em um
espaço pequeno
- apresenta menor número de genes em relação
aos organismos superiores
- divisão celular por fissão binária.
Além do DNA cromossômico, a célula bacteriana
contém pequenas moléculas de DNA circular denominadas
PLASMÍDEOS. Estes mantém uma existência independente
do cromossomo; no entanto, sua duplicação é
sincronizada com a da bactéria, garantindo assim sua transmissão
para as bactérias-filhas.
Em Engenharia Genética, genes "estranhos" a bactéria
podem ser incorporados aos seus plasmídeos, e assim, tais
bactérias passam a produzir as proteínas que esses
genes codificam.
Certos plasmídeos possuem genes responsáveis pela
síntese de enzimas que destroem um antibiótico antes
mesmo que ele faça mal a bactéria.
Os plasmídeos portadores de genes que conferem resistência
a drogas são chamados PLASMÍDEOS R (R Resistência).
Eles possuem também, genes que permitem sua passagem de uma
bactéria para outra (RTF ou Fator de Transferência
de Resistência).
Quando dois ou mais tipos de plasmídeos R estão presentes
em uma mesma bactéria, os genes de um deles pode passar para
o outro. Esse mecanismo faz com que surjam plasmídeos R muito
complexos, portadores de diversos genes para resistência a
diferentes antibióticos.
Essa propriedade de genes para resistência a antibióticos
passarem de uma molécula de DNA para outra fez com que os
cientistas os classificasse de transposons ou genes saltadores.
2.2
- Vírus
Os vírus, principalmente o bacteriófago conhecido
como fago lambda, são de grande utilidade na Tecnologia do
DNA Recombinante.
O fago lambda possui genes essenciais que são indispensáveis
à reprodução, e também genes não
essenciais, cuja presença é dispensável a multiplicação
viral. Os genes essenciais produzem as proteínas da cápsula
e as enzimas que atuam na duplicação do DNA viral.
Esses genes estão localizados nas extremidades do cromossomo
do vírus. Entretanto, os genes não essenciais estão
relacionados aos processos de recombinação entre moléculas
de DNA, e se localizam na região mediana do cromossomo viral,
sem interferir na reprodução do vírus, sendo
portanto dispensáveis.

A região mediana do cromossomo, onde se localizam os genes
dispensáveis, pode ser retirada e substituída por
um pedaço de DNA de outro organismo. Sendo assim, quando
o cromossomo viral se multiplica, o DNA estranho incorporado à
ele também será multiplicado.
Os cientistas têm utilizado essa técnica para conseguir
a multiplicação de genes importantes a fim de obter
grande número de cópias o que é necessário
ao estudo de genes.
2.3 - Lipossomos
São essencialmente esferas de membrana sintética formadas
por camadas bilipídicas preenchidas com DNA. Eles se fundem
espontaneamente com a membrana celular, liberando seu conteúdo
no citoplasma. Apresentam a vantagem de nunca causar doença
alguma, porém apresentam pouca eficiência.
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3.
Tecnologia do DNA Recombinante
Em Engenharia Genética a expressão
DNA RECOMBINANTE designa o resultado obtido a partir de pedaços
de DNA de fontes diferentes ligados entre si. As vezes, o DNA provém
de dois organismo diferentes, como é o caso do gene para insulina
ligado ao DNA e da bactéria. Outras vezes, um pedaço
de DNA de um organismo pode ser ligado a um DNA sintético produzido
em laboratório pela junção de nucleotídeos
na seqüência desejada.
Para se conseguir DNA recombinante, é preciso cortar as moléculas
de DNA que se quer recombinar e em seguida, "colar" suas
extremidades. Para isso, os pesquisadores contam com ferramentas extremamente
úteis chamadas ENZIMAS DE RESTIÇÃO. Esses enzimas
são obtidas de bactérias que as produzem naturalmente
para se defenderem da invasão de alguns vírus. Isso
é possível devido a propriedade que essas enzimas apresentam,
de picotar o DNA de dupla hélice do invasor em certos pontos
específicos. Portanto, cada tipo de enzima de restrição
corta uma região específica do DNA.
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3.1
- Obtenção de Genes para Enxerto
Há na realidade três formas fundamentais para obtermos
genes para enxerto: criar-se a chamada "biblioteca" de
genes, fabricar-se o gene em laboratório a partir de RNA
mensageiro ou sintetizar-se o gene, nucleotídeo por nucleotídeo,
na seqüência desejada.
· Biblioteca de genes
Uma biblioteca de genes é uma coleção de um
grande número de fragmentos de DNA do genoma. Cada fragmento,
contendo apenas um gene é inserido em um vetor, que pode
ser um plasmídeo bacteriano ou um fago.

·
Síntese do gene através do RNA mensageiro
Às vezes o pesquisador dispõe do RNA mensageiro responsável
pela codificação de determinada proteína. A
partir desse RNA, pode ser fabricado em laboratório um segmento
de DNA com uma seqüência complementar. Esse DNA, evidentemente,
terá uma seqüência idêntica a do gene que
produziu originalmente o RNA mensageiro. Um dos trunfos nessa técnica
é utilização de uma enzima chamada transcriptase
reversa, que permite a produção de DNA a partir de
uma molécula de RNA. O DNA assim produzido é chamado
de cDNA ou DNA complementar.
· Síntese do gene por adição de nucleotídeos
Isso é feito normalmente para genes que codificam polipeptídeos
ou proteínas de pequeno tamanho. Suponha que conheçamos
a seqüência de aminoácidos de um pequeno polipeptídeo.
Cada aminoácido, você deve se lembrar, é codificado
por uma seqüência de três nucleotídeos de
DNA, chamada códon. Basta utilizar a tabela do código
já conhecida para sermos capazes de construir uma seqüência
de nucleotídeos que corresponda exatamente à seqüência
de aminoácidos da proteína.
3.2
- Enzimas de Restrição
A base da técnica do DNA recombinante
é a utilização de enzimas de restrição.
Essas enzimas são capazes de cortar uma molécula de
DNA em locais bem específicos, ou seja, cada tipo de enzima
de restrição reconhece apenas uma certa seqüência
de nucleotídeos e efetua o corte somente ao encontrar essa
seqüência na molécula de DNA.
Cada bactéria tem suas próprias enzimas de restrição
e cada enzima reconhece apenas um tipo de seqüência,
independentemente da fonte do DNA.
O esquema a seguir, explica melhor o fenômeno e demonstra
a técnica de se enxertar um pedaço de DNA estranho
(gene) num plasmídeo bacteriano. O gene a ser enxertado pode
ser obtido de animal, de planta ou ser preparado em laboratório.
Repare que tanto o plasmídeo quanto o pedaço de DNA
a ser enxertado têm que ser submetidos à mesma enzima
de restrição, que os cortará em regiões
com a mesma seqüência, de forma a aparecerem extremidades
soltas complementares que possam se soldar. O resultado é
o DNA recombinante constituído do plasmídeo e do gene
novo enxertado.
3.3
- DNA recombinante
O DNA recombinante é uma molécula
híbrida obtida pela união de DNAs de fontes biologicamente
diferentes. Esses segmentos de DNAs de organismos diferentes são
cortados pela mesma enzima de restrição e unidos pela
enzima DNA ligase, produzindo dessa forma uma molécula híbrida,
que é o DNA recombinante.

3.4
- Clonagem molecular
Uma vez preparados os plasmídeos,
a tarefa é inseri-los em células bacterianas. Plasmídeos
e células bacterianas são postos um em contato com
o outro. No entanto, apenas algumas bactérias conseguem absorver
o plasmídeo novo, sendo necessário agora, selecionar
na população de bactérias aquelas que realmente
incorporaram o plasmídeo com o gene novo.
Alguns plasmídeos de bactérias carregam naturalmente
genes que lhes conferem resistência a certo antibiótico.
Os pesquisadores escolhem para DNA recombinante, plasmídeos
que já têm o gene para resistência ao antibiótico.
Em seguida, esses plasmídeos são abertos, e os genes
a serem enxertados são encaixados. Esses plasmídeos
são colocados em contato com bactérias sensíveis
ao antibiótico, sendo que algumas destas os incorporam. Para
selecionar as bactérias que ganharam o plasmídeo novo
basta adicionar o antibiótico ao meio de cultivo. Todas as
bactérias sem o plasmídeo morrem, por não serem
resistentes ao antibiótico, restando somente as que possuem
o plasmídeo com o gene para resistência ao antibiótico.
Essas bactérias se reproduzem e todo o clone resultante possuirá
o plasmídeo com o gene novo.

3.5 - Expressão de genes clonados em bactérias
Tão logo foram desenvolvidas as técnicas
básicas de clonagem molecular, os biólogos concluíram
que um gene de interesse, se estivesse ligado a um plasmídeo
e fosse introduzido em uma bactéria, poderia eventualmente
funcionar. As bactérias portadoras desse gene se transformariam
em verdadeiras fábricas, produzindo quantidades ilimitadas
de proteínas que o gene codifica.
A primeira vez que se obteve síntese de uma proteína
humana por uma bactéria transformada foi em 1977. Um segmento
de DNA de 60 pares de bases, contendo o código para a síntese
da somatotrofina (hormônio de crescimento). Foi ligado a um
plasmídeo e introduzido em uma bactéria, a partir
da qual foram obtidos clones capazes de produzir somatotrofina.
Outros genes que codificam proteínas de interesse médico
têm sido transplantados para bactérias, onde passam
a funcionar. Já é possível introduzir genes
humanos que codificam insulina e hormônio de crescimento em
bactérias, as quais passam a fabricar essas substâncias.
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4.
Uso do Dna Recombinante na Terapia Gênica, e na produção
de medicamentos
4.1 - Terapia gênica
Pela primeira vez, um método de terapia gênica reverteu
os efeitos de uma doença genética chamada imunodeficiência
combinada grave ligada ao cromossomo X (SCID).
Pacientes que sofrem dessa doença, chamada SCID, são
obrigados a viver em ambientes completamente isolados (como no filme
"o rapaz da bolha de plástico"), pois o sistema
imunológico não defende o corpo de infecções.
No caso dos bebês da pesquisa, a doença impedia a produção
de glóbulos brancos pela medula óssea.
Metodologia
· Pesquisadores retiraram do vírus os genes que o
tornam capazes de causar doenças. Em seu lugar foi inserido
o gene remédio, isto é, que produzia corretamente
a proteína defeituosa e que corrigia o problema nas células.
· O vírus modificado foi misturado com células-tronco
da medula óssea retiradas dos bebês. O vírus
infecta as células e passa os genes terapêuticos.
· Com o gene terapêutico, as células-tronco
passam a produzir a proteína responsável pela estimulação
das células de defesa, fazendo com que estas se desenvolvam,
cresçam e se espalhem pelo corpo, destruindo os invasores.
4.2
- Biotecnologia animal e produção de medicamentos
Quando se pensa nos animais como fábricas de proteínas
interessantes para o Homem, o exemplo da insulina é o mais
conhecido. No entanto, cientistas canadenses conseguiram transformar
vesículas seminais de ratinhos em "biorreatores"
(fábricas biológicas de substâncias de interesse).
Para testar a viabilidade da técnica foi escolhida a proteína
hGH (Hormônio de crescimento humano).
Metodologia
· Para montar o "gene artificial", além
da seqüência de bases contendo as instruções
para produzir o hGH, foi utilizado também um promotor (seqüência
especial de DNA que indica que tipo de tecido ou órgão
o gene deve agir).
· O DNA construído (transgene) foi microinjetado em
vários embriões de camundongos. Obteve-se então,
animais transgênicos produzindo hGH no seu sêmen.
· O próximo passo é conseguir produzir o hormônio
de crescimento (hGH) no fluído seminal do porco, dado que
esse animal ejacula o maior volume de líquido seminal entre
todos os animais domésticos.
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Questões
1. (UFF-2001) No decorrer de uma pesquisa
em laboratório, procedeu-se conforme o descrito a seguir:
I) Tomou-se, inicialmente, um plasmídeo dentre cujos genes
estudaram-se dois: um que conferia resistência ao antibiótico
tetraciclina (Tet) e outro que codificava a enzima beta-galactosidase
(lacZ).
II) Inseriu-se este plasmídeo em uma linhagem de bactéria
E. coli que apresentava a mutação lac Z (gene não
funcionante). O plasmídeo restaurou, então, nesta
bactéria, a habilidade de crescer em lactose, tornando-a
resistente à tetraciclina.
III) A seguir, utilizaram-se enzimas de restrição,
introduziu-se um segmento de DNA e formou-se novo plasmídeo
que foi inserido em bactéria E. coli lac Z. Estas bactérias
foram cultivadas em um meio de cultura especial, contendo tetraciclina,
e observou-se o aparecimento de bactérias que, em sua totalidade,
apresentaram coloração branca.
Saiba que a presença da atividade beta galactosidase pode
ser facilmente testada pois, no meio em que as bactérias
foram cultivadas, as que utilizam lactose tornam-se azuis e, as
demais, brancas.
Considere
as informações dadas e responda:
Algum dos genes estudados no plasmídeo inicial continuou
funcionante no plasmídeo modificado? Justifique a resposta.
2.
(UnB-1999)
Chega ao mercado um novo fármaco inteiramente desenvolvido
no país
A insulina humana recombinante, um dos mais importantes produtos
do avanço científico nacional na área de engenharia
genética, está prestes a chegar ao mercado, com o
nome de Biohulin: a empresa BIOBRÀS, uma das quatro empresas
em todo o mundo e a única no hemisfério sul a deter
a tecnologia de produção desta insulina, inicia em
1999 a comercialização do produto.
Uma parceria entre a BIOBRÁS e a Universidade de Brasília
(UnB), em 1988, du início aos trabalhos. Ao grupo da UnB
coube a parte de biologia molecular, desenvolvendo clones de bactérias
produtoras de insulina. Esta conquista tecnológica permitirá
o desenvolvimento de outros medicamentos, como o hormônio
de crescimento, a calcitonina e o interferon.
Com o auxílio do texto, julgue os itens abaixo.
(1) As técnicas de engenharia genética permitem a
recombinação de genes entre organismos totalmente
diferentes.
(2) Para que uma bactéria passe a produzir insulina humana,
ela deve receber altas doses dessa proteína.
(3) O Biohulin será um medicamento destinado ao tratamento
de diabéticos.
(4) A partir da insulina produzida por bactérias, pode ser
obtido o hormônio de crescimento.
3.
(UFSCar-2000)
Considerando duas situações hipotéticas, Maria
manteve relações sexuais com dois irmãos, gêmeos
dizigóticos, nascendo destas relações Alfredo.
Em outra situação, também hipotética,
Paula engravidou-se ao manter relações sexuais com
dois irmãos, gêmeos monozigóticos, nascendo
Renato. Abandonadas, ambas reclamaram na Justiça o reconhecimento
de paternidade, determinando o Juiz a realização dos
testes de DNA. Após receber os resultados, a Justiça
pronunciou-se sobre a paternidade de uma das crianças e ficou
impossibilitada de pronunciar-se sobre a paternidade da outra criança.
Responda:
a) sobre a paternidade de qual criança o Juiz pronunciou-se?
b) Por que não pode o Juíz se pronunciar sobre a paternidade
da outra criança?
4.
(UFRJ-1996)
O genoma da bactéria E. coli tem um tamanho de 4 x 106 pares
de nucleotídeos. Já o genoma haplóide humano
tem 3 x 109 pares de nucleotídeos. Para replicar o genoma,
antes da divisão celular, existe uma enzima, a DNA polimerase,
cuja velocidade de reação é equivalente a cerca
de 800 nucleotídeos/s. Assim, para replicar todo o genoma
de uma bactéria, a DNA polimerase consumiria cerca de 83
minutos e, para o genoma humano, aproximadamente 43 dias.
Sabemos, no entanto, que o tempo de geração da E.coli
é de cerca de 20 minutos, e que o tempo médio de replicação
de uma célula eucariota é de 12 horas.
Assumindo que a DNA polimerase apresenta uma velocidade de reação
constante para todas as espécies analisadas, explique essa
aparente contradição.
5. (Fuvest-1997) Enzimas de restrição
são fundamentais à engenharia genética porque
permitem:
a) a passagem de DNA através da membrana celular
b) inibe a síntese de RNA a partir do DNA
c) inibe a síntese de DNA a partir de RNA
d) cortar o DNA onde ocorrem seqüências específicas
e) modificar seqüências de bases do DNA
6. (Fuvest-1997) Uma conquista recente
no campo da Biotecnologia é o uso de bactérias para
a produção de proteína animal de interesse
comercial. Por exemplo, hoje já estão sendo comercializadas
Insulinas e Somatotrofina Humanas produzidas por bactérias.
a) Em que locais do corpo humano são produzidas essas proteínas
e qual é a função de cada uma delas no organismo?
b) Explique sucintamente o processo por meio do qual se modificam
bactérias para que elas passem a produzir proteínas
humanas.
7 (Puc-SP) Em um experimento de Engenharia
Genética, alguns pesquisadores introduziram em células
bacterianas uma seqüência de DNA ativo, responsável
pela produção de insulina humana. A síntese
desse hormônio protéico no interior das bactérias
é:
a) Possível, pois, executando-se a referida seqüência
de DNA, as bactérias apresentam os componentes necessários
à síntese de proteínas.
b) Possível, se além do referido gene forem introduzidos
ribossomos, componentes celulares ausentes em bactérias.
c) Impossível, pois o RNA mensageiro correspondente à
insulina não seria transcrito.
d) Impossível, pois as bactérias não apresentam
enzimas capazes de promover as ligações peptídicas
encontradas na insulina.
e) Impossível, pois o DNA bacteriano seria destruído
pelo DNA humano e as células perderiam a atividade.
8. (Fuvest-mod.) "A Biotecnologia
vegetal ainda está engatinhando, se considerarmos as promessas
para o ano 2000. Veja bem o que já é feito, através
de processos biotecnológicos, insere-se em determinadas plantas
um microorganismo benéfico, o rizóbio, que ajuda a
nitrogenização das próprias plantas, ou seja,
diminui a necessidade de adubos nitrogenados." (Jornal da Tarde,
27/08/87).
O texto aponta uma das muitas possibilidades de emprego da biotecnologia
em condições naturais, bactérias do gênero
Rhizobium já vivem há milênios em estreita relação
ecológica com plantas leguminosas. Explique e determine o
tipo de relação entre esses dois organismos.
9 (UFU-1993) A técnica do PCR
(Polimerase Chain Reaction) deu o Prêmio Nobel de Química
ao pesquisador americano Kary Mullis. Nesta técnica, mudanças
de temperatura são utilizadas para copiar, repetidamente,
pequenas quantidades de DNA e obter amostras grandes o suficiente
para serem analisadas, utilizando-se outras técnicas. A partir
de uma fita G-T-A-A-C-C-T-T-A-A-T-G. Por exemplo é correto
afirmar que:
a) poder-se-ia obter a fita complementar C-A-T-T-G-G-A-T-C-T-C-G
b) a partir da fita original multiplicada, utilizando-se PCR, é
possível transcrever um RNA que seria composto por oito nucleotídeos
de Uracil (U)
c) a fita original de restrição corresponderia a um
máximo de 3 códons e poderia ser traduzida numa cadeia
de três aminoácidos.
d) se uma enzima de restrição corta a fita complementar
sintetizada, toda vez que aparece a seqüência ATT, ela
vai cortar a fita em três pedaços.
e) o aminoácido valina, que corresponde ao t-RNA com anti-códon
G-T-A seria o primeiro aminoácido inserido na cadeia formada
pela tradução da fita original.
10. Como seria possível obter
um rebanho de ovelhas capazes de produzir insulina humana?
11. Que características dos
plasmídeos e dos bacteriófagos permitem que eles sejam
usados como vetores na clonagem de genes?
12. O que é clonagem molecular?
Explique resumidamente como se faz a clonagem utilizando plasmídeos
recombinantes ou vírus.
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REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
1. WATSON,
J. D. e colaboradores. O DNA recombinante. 2° ed.. Editora UFOP.
Ouro Preto, 1997.
2. ALBERTS, B. e colaboradores. Biologia Molecular da Célula.
3° ed. Editora Artes Médicas. Porto Alegre, 1997.
3. RIFKIN, J. O Século da Biotecnologia. Editora Makron Books.
São Paulo, 1999.
4. AMABIS, J. M. & MARTHO, R. G. Biologia dos organismos. v.
3. Editora Moderna. São Paulo, 1997.
5. LOPES, S. G. B. C. Bio. v. 3. Editora Saraiva. São Paulo,
1997.
6. Revista Superinteressante. n° 139, abril, 1999.
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