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O
Coronelismo e o poder político
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Para
compreendermos o funcionamento da República Oligárquica
precisamos perceber que o grupo dominante no Estado era a Aristocracia,
se quiser, as elites latifundiárias. Lideradas pelos agroexportadores
de café, os latifundiários não eram um corpo
coeso. Possuíam divergências de interesses mas, algo
possuíam em comum, um preocupação em manter
os demais setores da sociedade brasileira excluídos das decisões
do Estado.
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Família do Barão
de Castro Lima, representante da aristocracia rural cafeeira
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Obviamente
que o poder se encontrava nas mãos da Aristocracia não
por acaso ou por simples vontade da mesma. A realidade histórica
foi o fato determinante. Pense comigo: A economia e a sociedade
brasileira eram essencialmente agrária. Desde o século
XVI que a estrutura sócioeconômica básica era
a "plantation". A escravidão foi abolida institucionalmente
mas na prática as relações de trabalho não
haviam se alterado. A novas relações trabalhistas
surgidas com a mão-de-obra imigrante não atingiam
todos os cantos do pais, muito pelo contrário.
O
semi-escravo, o agregado, o camponês altamente dependente
e dominado pelo grande coronel - o latifundiário - continuava
a ser o melhor perfil da sociedade brasileira.
A
república transformou esse camponês em eleitor. A partir
dela, para se chegar ao poder, se tornou necessário a conquista
desse eleitorado. A maioria absoluta dos votos do país se
encontravam dentro das fazendas dos coronéis ou, nos sitiantes
e chacareiros que viviam em sua órbita política.
O
potencial político dos coronéis não parava
por aí. Não nos esqueçamos que o voto nas eleições,
segundo a Constituição de 1891, era aberto e, portanto,
os coronéis tinham acesso ao voto de seus "subordinados".
Podendo, é claro, pressioná-los, induzí-los
ou impor-lhes o voto.
Os
"Currais Eleitorais" como ficaram conhecidos os agrupamentos
de eleitores sob o controle de um coronel. eram frutos de uma estrutura
sócioeconômica que mantinha características
do período colonial em plena república.
O
"Voto de Cabresto" era fruto do medo da repressão
somado à vontade, muitas vezes, de agradar o coronel, o "sinhozinho".
Uma mistura de dominação econômica e ideológica.
Seja como for, o apoio político de coronéis e seus
currais eleitorais era fundamental para todo aquele que almejasse
o poder de controlar o Estado.
Esta
noção de Estado Oligárquico valia tanto para
o caso do governo federal, quanto para os estaduais e principalmente
os municipais. Quem quisesse se eleger precisava negociar com os
coronéis. Isto mesmo, negociar. Para a grande maioria destas
elites, a política apesar da República, continuava
a ser um negócio, por vezes bem lucrativo.
As trocas de favores por votos, o fisiologismo, mais do nunca se
tornava usual.
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A
Política dos Governadores
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| A
Política dos Governadores nada mais era do que uma troca
de favores do Estado por votos. Até aí, nenhuma
novidade. Que favores eram esses? Bem, de construção
de açúdes em fazendas com verbas públicas,
passando pelo controle de financiamentos nos bancos do Estado
chegando até a manipulação alfandegária,
utilização de subsídios entre outros. Os
favores dependiam de dinheiro público e, portanto, quem
controlasse a torneira do dinheiro público poderia negociar
politicamente com bastante tranqüilidade. |
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Rodrigues Alves com a sua
família de colaboradores
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Naquela
época o controle das verbas públicas era extremamente
concentrado no Governo Federal, no Presidente da República.
Desta forma, o Presidente tinha grandes possibilidades de negociar
apoio, junto aos governadores dos estados e suas bancadas no Congresso
Nacional, em troca dos repasses de verbas do Governo Federal para
os governos estaduais e municipais.
Em
outras palavras, quem tentasse fazer oposição ao Governo
Federal, não tinha acesso as verbas. Assim, governadores,
senadores, deputados, prefeitos oposicionistas não conseguiam
cumprir os acordos feitos antes das eleições com os
coronéis. Acabavam sendo esmagados politicamente e derrotados
em futuras eleições.
Por
outro lado, aqueles que apoiavam os projetos do governo federal
eram favorecidos no momento da distribuição das verbas.
Podiam cumprir as promessas junto as suas bases, engordar suas caixinhas
de campanha eleitoral e garantir a reeleição ou a
eleição de um sucessor.
Esse
mecanismo utilizado pela Presidência da República para
conseguir maioria no Congresso Nacional para governar e, ao mesmo
tempo, garantir apoio para o candidato governista nas eleições
futuras ficou conhecida como "A Política dos Governadores.
Como já dissemos anteriormente, neste período da história
de nosso país o poder do Estado estava nas mãos da
aristocracia, liderada e comandada pelos Cafeicultores.
Prudente
de Morais, Campos Sales e Rodriguês Alves eram cafeicultores,
por exemplo.
Os barões do café controlavam a maior parte da economia
brasileira. As exportações de café representavam
a maior parte dos negócios brasileiros. A partir de 1894,
com a eleição de Prudente de Morais inaugurava-se
também o predomínio político dos cafeicultores
no governo federal.
Organizados
em torno do Partido Republicano Paulista (PRP) os cafeicultores
dependiam dos acordos políticos firmados junto às
oligarquias de outros estados, para se manter no poder.
Os
partidos políticos nesta época eram essencialmente
estaduais e oligárquicos. Assim como o PRP no estado de São
Paulo, nas outras federações acontecia o mesmo. Cada
oligarquia estadual possuía o seu própio partido político.
Em torno deles aconteciam as alianças políticas. A
mais conhecida: A Política do Café com Leite.
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A
Política do Café com Leite
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O
Partido Republicano Paulista (PRP) e O Partido Republicano Mineiro
(PRM) predominaram na vida política da República Velha.
O primeiro assentava o seu poder na riqueza do Café o segundo,
no maior colégio eleitoral do país : Minas Gerais.
Não podemos nos esquecer do fato de a escola política
de Minas ter criado vários políticos profissionais
que souberam muito bem aliançar-se politicamente.
Este
acordo permitiu a manutenção no poder de um mesmo
grupo até 1930. Apesar de ter se rompido quando da eleição
do Gaúcho Hermes da Fonseca, que obteve o apoio dos mineiros.
Logo o Café com Leite seria retomado.
A
política do Café com Leite, a partir de 1906, produziu
uma alternância na presidência da República.
Ora um membro da oligarquia mineira, ora um da oligarquia paulista
se tornava presidente. Conjuntamente, usavam a Política dos
Governadores para garantir a eleição do nome escolhido
entre as lideranças políticas dos dois estados.
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A
Revolta de Canudos e do Contestado
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Antes
de iniciarmos as discussões acerca deste tema, é preciso
analisar as Revoltas de Canudos e do Contestado como sendo revoltas
contra a opressão e miséria de algumas populações
que viviam isoladas do centro político de então.
Essas
populações estavam marcadas por relações
de fidelidade e troca de favores pessoais e a religiosidade era
um traço marcante para elas. Distantes do centro político
e econômico, só restava a essas populações
recorrer ao próximo ou mesmo a Deus.
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| Arraial de Canudos |
Enquanto
o Brasil se encaixava na esfera do capitalismo mundial com a abolição
da escravidão e o advento do regime republicano, essas populações
se viam cada vez mais distantes desta nova realidade. A divisão
entre ricos e pobres tornava-se mais clara na república,
principalmente com a "política dos governadores"
que privilegiava as elites paulistas e mineiras. Não tardou
para que estes desprivilegiados se levantassem contra essa desigualdade.
Embora
estas rebeliões não possuíssem um elaborado
projeto político e muitas vezes demonstrassem uma intensa
religiosidade, acabaram dando muito trabalho para o governo republicano
de então.
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CANUDOS
(SERTÃO NORDESTINO- 1896-1897)
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A
Revolta de Canudos está ligada à profunda religiosidade
do homem pobre nordestino que buscava em Deus as explicações
ou o conforto para suas dificuldade econômicas.
Desta crença também provém a importância
que assume a figura do Beato, uma espécie de líder
religioso que seria a ligação entre Deus e seus seguidores.
Foi
em torno de um destes Beatos, Antônio Conselheiro, que se
formou no sertão da Bahia uma comunidade de gente muito pobre
que além de se isolar da sociedade nordestina e romper com
a Igreja, acabou por criar um governo próprio para a região.
Canudos, como ficou conhecida tal comunidade, chegou até
a realizar um comércio com regiões vizinhas, o que
passou a incomodar cada vez mais o governo republicano.
Temendo
o crescente avanço de Canudos, os fazendeiros da região
começam a acusar Antônio Conselheiro de Monarquista,
provocando assim reações do governo republicano.Os
reais temores, contudo, dos latifundários eram outros. A
perda de eleitores de seus currais eleitorais e da mão-de-obra
barata falavam mais alto."Já pensou se essa moda pega?"
A
resposta do governo não demora e após várias
interferências violentas do governo de Prudente de Morais
na região, a comunidade de Canudos é derrotada .Em
1897 eles são finalmente dizimados por mais de 8 mil soldados.
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CONTESTADO
( DIVISA DOS ESTADOS DO PARANÁ E SANTA CATARINA- 1912-1916)
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Semelhante
à Canudos, um outro movimento vai também abalar profundamente
o governo republicano.
A
região do Contestado (muito disputada entre os Estados do
Paraná e Santa Catarina) possuía desde o ano de 1895
uma comunidade de camponeses liderada por um monge chamado João
Maria. Este monge pregava dentre outras coisas, o fim da República
e a criação de um reino milenarista.
A
comunidade começou a ganhar novos adeptos principalmente
quando teve início a abertura da ferrovia São Paulo-
Rio Grande do Sul que acabou por expulsar os camponeses daquela
região das terras de maior valor.
Assim
como Canudos, esta comunidade começou a incomodar a Igreja
e os grandes fazendeiros daquela localidade, que passam a acusa-los
de Monarquistas.
Desta
forma, a oposição ao movimento ganha cada vez mais
adeptos e este acaba sendo totalmente esmagado em 1916 pelo governo
do general Hermes da Fonseca. A resistência veio de todos
os lados, formada pelas tropas do exército e da polícia,
por bandos de jagunços armados e, pela primeira vez na história
do Brasil, pela aviação de guerra, finalizando assim
com a morte de milhares de camponeses da região.
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A
REVOLTA DA VACINA (RIO DE JANEIRO-1904)
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A
Revolta ocorrida no Rio de Janeiro em 1904 deve ser entendida
como o resultado de uma série de descontentamentos da
população com o governo da região.
O
prefeito do Rio, Pereira Passos havia promovido uma ampla reformulação
urbana na cidade sem medir, contudo, as consequências
deste ato. Casas pobres foram desmanteladas para dar lugar à
imensas avenidas. Por outro lado, o médico sanitarista
Oswaldo Cruz promovia uma verdadeira "caça aos ratos
e mosquitos", derrubando outras casas na frustrada tentativa
de mudar os hábitos da população mais pobre
do Rio de Janeiro.
A
revolta da população ganhou novo ímpeto
quando o governo anuncia a obrigatoriedade da vacina contra
a varíola. A falta de conhecimentos sobre a vacinação
fez com que corressem boatos de que as vacinas seriam aplicadas
nas coxas das moças, próximo à virilha.
Somados
os descontentamentos, a revolta estoura em 1904 com grande arruaça:
população com barricadas nas ruas e trilhos de
bondes arrancados. Teve até a adesão de militares
que apoiavam o Marechal Floriano e quese aproveitaram de tal
revolta para criticar o governo de Rodrigues Alves.
Como
não deveria deixar de ser, a repressão ao movimento
foi muito violenta e a rebelião é esmagada pelo
exército. |
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A varíola, Ângelo
Agostini
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No
entanto, como afirma o historiador José Murilo de Carvalho
em seu livro "Os Bestializados":
"A Revolta da Vacina permanece como exemplo quase único
na história do país de movimento popular de êxito
baseado na defesa do direito dos cidadão de não serem
arbitrariamente tratados pelo governo. Mesmo que a vitória
não tenha sido traduzida em mudanças políticas
imediatas além da interrupção da vacinação,
ela certamente deixou entre os que dela participaram um sentimento
profundo de orgulho e de auto-estima, passo importante na formação
da cidadania. O repórter do jornal "A Tribuna",
falando a elementos do povo sobre a revolta, ouviu de um preto acapoeirado
frases que bem expressavam a natureza da revolta e este sentimento
de orgulho.Chamando o repórter de "cidadão",
o preto justificava a revota: era para "não andarem
dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é
bom a negrada mostrar que sabe morrer com homem!". Para ele,
a vacinação em si não era importante - embora
não admitisse de modo algum deixar os homens de higiene meter
o ferro em suas virilhas. O mais importante era "mostrar ao
governo que ele não põe o pé no pescoço
do povo".
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A
REVOLTA DA CHIBATA (RIO DE JANEIRO-1910)
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A
Revolta da Chibata pode ser encarada como mais um daqueles momentos
em que a sociedade, ou pelo menos parte dela, dá um basta
aos absurdos cometidos pelo poder instituido.
Imagine! 1910 e os marinheiros da Marinha Brasileira eram castigados
pelos seus superiores com surras de chibata!
Os
baixos salários, a péssima alimentação
e os castigos corporais vinham a algum tempo gestando a revolta.
A condenação do marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes
a uma surra de 250 chibatadas precipitou o conflito.
Liderados
pelo marinheiro negro João Cândido, "o Almirante
Negro" como ficou conhecido, os marinheiros rebelados na Baía
da Guanabara tomaram quatro dos maiores navios de guerra brasileiros
e ameaçaram bombardear a Capital Federal. Exigiam melhor
alimentação e o fim dos castigos corporais.
Vitoriosos
no seu entento, o Congresso Nacional aprovou o fim da chibata. A
repressão ao movimento contudo, veio traiçoeiramente.
Os rebelados, que haviam sido anistiados pelo Congresso Nacional,
acabaram ilegalmente presos pelogoverno - Hermes da Fonseca era
presidente - e acabaram muitos deles mortos nas msmorras da ilha
das Cobras.
João
Cândido sobreviveu falecendo na miséria em uma favela
do Rio de Janerio no ano de 1969.
A canção a seguir foi a homenagem de João Bosco
e Aldir Blanc a este herói popular que apesar da repressão
e da marginalização impostas pelo Estado, conseguiu
seu intento de jovem e a preservação moral de sua
imagem.
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O
Mestre-sala dos mares
Há
muito tempo
Nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu,
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu.
Conhecido como almirante negro,
Tinha a dignidade de um mestre-sala,
E ao acenar pelo mar
Na alegria das regatas, foi saudado no porto
Pela mocinhas francesas,
Jovens polacas
E por batalhões de mulatas!
Rubras
castatas
Jorravam das costas dos negros
Entre cantos e chibatas,
Inundando o coração
Do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro
Gritava!
Glória aos piratas, às mulatas,
Às sereias!
Glória à farofa, à cachaça,
Às baleias!
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos Jamais!
Salve
o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais...
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| Você
Aprendeu: |
- Neste capítulo construimos
juntos um conceito: o de república oligárquica.
O conceito nos fala de uma uma estrutura política
em que o domínio público, ou seja aquilo que
é de todos, é utilizado por um pequeno grupo
para satisfazer os seus privilégios e impor os seus
projetos. O conceito se encaixa fielmente a realidade histórica
brasileira de 1894-1930.
- Durante este período, a aristocracia
brasileira liderada pela aliança do Café-com-Leite,
compunham a tal oligarquia. Através dos mecanismos
da Constituição de 1891 e de da realidade
sócio-econômica da época se impuseramsobre
a máquina pública e dela puderam usufruir
bastante, como vermos nos capítulos que se seguem.
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C a
d e r n o d o p r o f e s s o r
Consideramos
este capítulo um dos momentos privilegiados para discutir
o stablishiment da socidade brasileira e suas relações
com o espaço público.
A República Oligárquica, a Política dos Governadores,
o Coronelimo, os Currais Eleitorais e o acordo do Café com
Leite podem ser analisados junto aos alunos como um aperfeiçoamento
político de setores das elites brasileiras na utilização
privada dos domínios públicos. Por outro lado, as
relações do Estado com a sociedade civil descrita
nas revoltas e nas condutas governamentais frente as mesmas demonstra
o descaso deste poder público oligarquizado em relação
as camadas pobres da população. Prato cheio, portanto,
para uma bela discussão.
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